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Sem acordo, médicos mantêm greve na Saúde Pública de Várzea Grande

Os médicos da rede pública de Saúde de Várzea Grande, que entraram em greve na terça-feira (7), decidiram manter o movimento por tempo indeterminado. Nesta semana, eles avaliaram, em assembleia, proposta da Prefeitura para que suspendessem a greve, mas optaram pelo protesto.

Os profissionais levaram em conta novas reclamações sobre atraso salarial e de que direitos trabalhistas não estariam sendo cumpridos pela Secretaria de Saúde. Por isso, rejeitaram a proposta que seria apresentada pelo Sindicado da categoria, o Sindimed/MT, ao secretário Marcos José da Silva, nesta semana. Assim, o movimento grevista prossegue, sem data para acabar.

Cerca de 340 médicos da cidade estão paralisados, prejudicando o atendimento no Pronto-Socorro Municipal, nas cinco policlínicas de Várzea Grande e em postos e centros de Saúde.

Apenas os nove Postos de Saúde da Família (PSF’s) estão funcionando normalmente, com os médicos plantonistas. Nas outras unidades, estão sendo mantidos 30% dos serviços.

De acordo com a presidente do Sindimed, Elza Queiroz, o serviço de urgência e emergência no Pronto-Socorro não foi prejudicado, a escala de plantão teria sido mantida. No entanto, casos mais graves estão sendo encaminhados ao Pronto-Socorro de Cuiabá, que já registra 33% de aumento nos atendimentos. Segundo o secretário de Saúde da capital, Lamartine Godoy, o PSMC está 100% lotado.

Além da greve dos médicos, a Saúde na Cidade Industrial enfrenta outro problema: desde o inicio de janeiro, os cirurgiões do Pronto-Socorro não voltaram ao trabalho. Os contratos não foram renovados com a Prefeitura e os serviços estão suspensos, desde então. Ainda não há previsão para que uma solução seja tomada pela Prefeitura.

Os médicos pedem o cumprimento de um acordo firmado entre a categoria e a Secretaria de Saúde, em abril de 2011. Entre as principais reivindicações, estão melhores condições de trabalho; pagamento de verbas indenizatórias em atraso, que já somam quatro parcelas; enquadramento de todos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, pois a tabela está defasada; e o recebimento de direitos trabalhistas em atraso, como o terço de férias de vários profissionais.

Atualmente, um médico em Várzea Grande recebe o piso salarial de R$ 1.900,00. Devido ao baixo valor, a prefeitura paga um complemento, que chega a cerca de 60% do salário, mas. em muitos casos, esse abono está em atraso.

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