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Resgate a mineiros no Chile começa 4ª feira

=== O resgate dos mineradores presos no norte do Chile começará à 0h (horário de Brasília) da quarta-feira, anunciou nesta segunda-feira o ministro de Mineração, Laurence Golborne. O ministro fez o anúncio após mostrar-se satisfeito com os resultados dos preparativos para o início do resgate dos 33 trabalhadores que desde 5 de agosto permanecem presos a 700 metros de profundidade na mina San José, na região do Atacama. Segundo Golborne, nesta segunda-feira foi feito um teste - "o mais real possível" - com a cápsula Fênix 1, que foi introduzida a 610 metros de profundidade e através da qual os mineradores serão retirados. "Os resultados foram muito promissores, a cápsula se comporta muito bem dentro do conduto e se adapta ao deslocamento com o revestimento", revelou.

O ministro também explicou que o revestimento do conduto com canos de aço, previsto inicialmente para os primeiros 96 metros do túnel, só cobriu os primeiros 56 metros, devido a problemas que não especificou. Agora os técnicos trabalham na instalação de um sistema de içamento austríaco, que será utilizado para descer e subir a cápsula, disse Golborne. "Isso demorará 48 horas, talvez um pouco menos, por isso o resgate pode começar a partir da meia-noite (horário de Brasília) da quarta-feira", detalhou. De acordo com o ministro da Saúde, Jaime Mañalich, os primeiros a utilizar a cápsula serão quatro pessoas da equipe de resgate, dois mineradores e dois enfermeiros, que descerão até o fundo da mina para apoiar a saída dos trabalhadores. Enquanto isso, os mineradores presos trabalham na galeria na instalação de uma plataforma para poder alcançar com comodidade a cápsula.

O resgate

A escavação do duto que alcançou os mineiros durou 33 dias. O processo foi concluído no sábado, quando os martelos das perfuradoras chegaram até o abrigo onde eles estão, a quase 700 m de profundidade. Concluída esta etapa, as equipes de resgate decidiram revestir o duto - ainda que parcialmente - para aumentar a segurança. O içamento começará somente na quarta, depois de realizados testes com as cápsulas vazias. A cápsula Fênix, que será usada para içar os mineiros, tem 53 cm de diâmetro. Todo trajeto de subida durará cerca de 15 minutos, apesar de a operação de saída levar cerca de uma hora para cada mineiro. Durante todo o percurso de subida, eles terão suas condições de saúde monitoradas, usarão tubos de oxigênio e se comunicarão com as equipes da superfície por meio de microfones instalados nos capacetes.

Terremoto no Peru

LIMA - Um terremoto de magnitude 5,7 sacudiu o centro do Peru na madrugada de quarta-feira, informou o Instituto Geofísico Nacional, afetando uma dezena de casas, mas sem deixar feridos. O instituto afirmou que o tremor foi sentido às 3h (5h em Brasília), a uma profundidade de 65 quilômetros, e seu epicentro estava 39 quilômetros a oeste da localidade de Tambo, no departamento de Ica, centro do país. O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou em sua página na Internet que o sismo teve magnitude de 5,9 e profundidade de 48,8 quilômetros. De acordo com o instituto norte-americano, o epicentro foi localizado 15 quilômetros a nordeste de Chincha Alta e 180 quilômetros a sudeste da capital peruana, Lima.

Estrela de Nêutrons intriga pesquisadores

Astrônomos europeus afirmam ter demonstrado a partir de observações do Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês) que uma estrela magnética - um tipo de estrela de nêutrons - se formou a partir de uma estrela com pelo menos 40 vezes a massa do Sol. O resultado desafia as atuais teorias sobre evolução estelar, já que um astro com tanta massa deveria ter se transformado em um buraco negro. Além disso, a descoberta levanta uma nova questão: qual é a massa necessária para dar origem a um buraco negro? As informações são do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), responsável pelo VLT.


 

Os astrônomos fizeram observações de Westerlund 1, a 16 mil anos-luz da Terra, na constelação do Altar, que é o mais próximo super agrupamento estelar conhecido e contém centenas de estrelas de grande massa. Algumas delas têm luminosidade 1 milhão de vezes maior que a do Sol e outras têm 2 mil vezes o seu diâmetro. "Se o Sol estivesse situado no centro deste agrupamento, o nosso céu noturno estaria repleto de centenas de estrelas tão brilhantes como a Lua cheia", diz Ben Richie, autor principal do estudo. Apesar da diversidade e da grande população de estrelas, chama a atenção em Westerlund 1 que todas têm aproximadamente a mesma idade, estimada entre 3,5 milhões e 5 milhões de anos, pois o agrupamento se formou a partir de um único evento.

Os astrônomos estudaram mais exatamente uma estrela magnética, que é uma estrela de nêutrons (astros formados a partir de uma explosão de estrela de grande massa, evento conhecido como supernova) com campo magnético extremamente forte - trilhões de vezes mais poderoso que o da Terra. Westerlund 1 tem uma das poucas estrelas magnéticas conhecidas na Via Láctea e, a partir do estudo desta estrela e das que a circundam, foi possível descobrir como era o astro que deu origem a ela. Uma vez que as estrelas do agrupamento têm aproximadamente a mesma idade, a que explodiu deve ter tido uma vida mais curta, o que indica qual era o seu tamanho.

"Como o tempo de vida de uma estrela está diretamente relacionado com a sua massa - quanto mais massa tem uma estrela, mais curta é a sua vida -, se medirmos a massa de qualquer uma das estrelas sobreviventes, saberemos com certeza que a estrela de vida mais curta que deu origem à estrela magnética deve ter tido ainda mais massa", diz o coautor e líder da equipe que realizou o estudo, Simon Clark. "Isto é extremamente importante, já que não existe nenhuma teoria aceita sobre como se formam estes objetos extremamente magnéticos".

Teorias
As teorias mais aceitas até agora afirmam que estrelas com massa entre 10 e 25 vezes a massa do Sol explodirão como supernovas no final de sua vida e darão origem a estrelas de nêutrons, enquanto aquelas com massa inicial superior a 25 vezes a do Sol se transformarão em buracos negros. "Estas estrelas têm que se ver livres de mais de nove décimos das suas massas antes de explodirem como supernovas, caso contrário darão antes origem a um buraco negro", diz o coautor Ignacio Negueruela. "Perdas de massa tão elevadas antes da explosão apresentam um grande desafio às atuais teorias de evolução estelar".

Outra explicação
Contudo, os astrônomos também pensam em uma possibilidade para o surgimento de uma estrela magnética a partir de um astro com tanta massa. O mecanismo de formação preferido dos astrônomos postula que a estrela que se transforma em estrela magnética - a progenitora - tenha nascido com uma companheira estelar. A interação entre as duas causa grande ejeção de matéria por parte da progenitora, o que explicaria como ela não se transformou em um buraco negro.

Embora hoje não se observe nenhuma estrela que teria sido companheira da progenitora, os astrônomos afirmam que há a possibilidade de, durante a explosão da supernova, ela ter "expulsado" a estrela companheira do agrupamento a alta velocidade. "Se este é o caso, então os sistemas binários poderão ter um papel importante na evolução estelar ao originar perda de massa - o derradeiro 'plano de dieta' cósmico para estrelas de grande massa, o qual faz deslocar mais de 95% da sua massa inicial", conclui Clark.

 

Chuva de meteoros

Chuva de Meteoros proporciona belos espetáculos na madrugada. Voce não viu?

A chuva de meteoros também foi observada do monumento de Stonehenge, localizado na planície de Salisbury, no condado de Wiltshire, sul da Inglaterra.

Terremoto no Japão

Um terremoto de magnitude 6,3 na escala Richter atingiu nesta sexta-feira o litoral oriental da ilha de Hokkaido (norte do Japão) sem causar danos, segundo a Agência Meteorológica do Japão. O terremoto, que teve seu epicentro a 10 Km de profundidade no mar, ocorreu às 11h23 locais (23h23 de quinta-feira em Brasília), e não foi necessário emitir alerta de tsunami.

O terremoto foi sentido nas localidades de Nemuro e Hidaga, e também em uma ampla faixa litorânea ao sudeste da província Hokkaido. Os locais atingidos não são muito densamente povoados, e não há informações sobre danos materiais ou vítimas. O Japão se encontra em uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, e nesta semana os tremores de terra foram frequentes. O terremoto mais grave ocorrido no arquipélago em anos recentes aconteceu em Kobe (oeste do país) em 17 de janeiro de 1995. Com uma magnitude 7,3 na escala Richter, o tremor causou mais de 6 mil mortes.

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